Ambiente com árvores é remédio para o corpo e o espírito

As árvores podem fazer bem ao espírito humano. Um estudo feito pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca, indica que uma infância passada em ambiente arborizado pode causar efeitos benéficos à saúde mental do indivíduo em sua fase adulta.

Os resultados da pesquisa deverão ter aplicação para elaborar futuros projetos de urbanismo sustentável.

O estudo mapeou a área verde ao redor dos lares de quase um milhão de dinamarqueses e chegaram à conclusão que crianças criadas em áreas menos verdes têm até 50% mais chances de desenvolver transtornos mentais. Atribui-se às zonas verdes mais potencial para melhorar a interação social e estimular atividades físicas e o desenvolvimento cognitivo.

O experimento reafirma o bem-estar que as árvores podem trazer em nosso convívio, que é conhecimento comum faz muito tempo.

Comunhão com a natureza

Um ambiente ricamente arborizado, como um bosque, transmite sensações difíceis de sentir em outros lugares. Os sussurrar das folhas ao vento, os estalos de troncos e galhos e a temperatura amena tornam esse tipo de lugar atraente para relaxar, fazer atividades físicas e desfrutar da sensação de liberdade.

A ciência já provou outros benefícios à saúde que o contato com o verde traz: menos estresse e hipertensão, melhora de memória e atenção e ajuda em processos de cura. A introspecção e o contato com nossa essência natural são explicações plausíveis para essas vantagens. Mas, obviamente, há explicações ainda mais interessantes para a origem dessa energia positiva.

Espírito na árvore

No Japão, a visão de oferendas a espíritos postas junto ao tronco de um cedro não é tão incomum. O reconhecimento de almas nas árvores remonta a crenças antigas da cultura japonesa: lendas locais falam de criaturas sobrenaturais chamados ikodamas/i, que visitam e colonizam árvores antigas, deixando um rastro de gramas e plantas por onde passam.

Essas divindades naturais teriam a capacidade de entoar ecos em ambientes arborizados e lançariam uma maldição sobre vilarejos dos arredores quando desalojadas de suas árvores por algum lenhador.